PF cumpre mandados de busca e apreensão em operação de combate a contrabando de cigarros e crimes fiscais na BA

A Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão em uma operação de combate a contrabando de cigarros, na cidade de Tanque Novo, região da Chapada Diamantina, na manhã desta quarta-feira (19).

A operação, chamada de Caravana, é em conjunto com a Receita Federal. De acordo com a PF, a ação foi iniciada a partir de uma investigação que começou em novembro de 2019, com base em informações da Delegacia da Polícia Federal em Londrina (PR).

PF cumpre mandados de busca e apreensão em operação de combate a contrabando de cigarros e crimes fiscais na BA — Foto: Divulgação/Receita Federal

Essas informações apontaram a atuação de um grupo, liderado por dois comerciantes de Tanque Novo. Segundo a PF, esse grupo estaria operando um esquema de transporte e distribuição cigarros, bebidas e perfumes, todos do Paraguai, sem o pagamento dos impostos.

Durante as investigações, três ocorrências ligadas ao grupo foram registradas na polícia, confirmado a atuação nos crimes de contrabando e descaminho – que é o crime contra a ordem tributária.

PF cumpre mandados de busca e apreensão em operação de combate a contrabando de cigarros e crimes fiscais na BA — Foto: Divulgação/Receita Federal

A PF detalhou que, em dezembro de 2019, um suspeito ligado ao grupo foi preso em flagrante, na cidade de Santo Inácio (PR), por transportar cigarros contrabandeados.

Em setembro do ano passado, outra carga de cigarros foi apreendida em Urandi, que fica no oeste da Bahia. Essa carga também pertencia ao grupo investigado.

Em janeiro deste ano, uma outra apreensão, esta de carga de perfumes, foi feita em Montes Claros (MG). Conforme a PF, esse material era transportado por dois líderes do grupo investigado.

As investigações também apontam que o grupo usou uma empresa de fachada para dar aparência de legalidade aos valores movimentados. Essa empresa fica em Tanque Novo e movimentou cerca de R$ 13 milhões, entre 2018 e 2020.

A maior parte do dinheiro movimentado tinha origem e destino a empresas que ficam na fronteira com o Paraguai.

Por G1 BA

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